A sabedoria do silêncio

“Até o tolo, quando se cala, é tido por sábio” (Provérbios 17:28).

O Filósofo e Matemático francês Blaise Pascal tinha razão quando disse: “A maior parte dos problemas do homem decorre de sua incapacidade de ficar calado”. Sobre isso, o texto sagrado também apresenta lições preciosas. Vejamos:

Primeira, a sabedoria não raras vezes é percebida pelo nosso silêncio. Às vezes, não são as muitas palavras que evidenciam uma pessoa sábia, mas sua capacidade de ficar calada. Precisamos lembrar com certa frequência do velho ditado popular: “Boca fechada não entra mosquito”.

 

Segunda, o silêncio é pedagógico. O silêncio ensina até um tolo. Diz o texto: “Até o tolo, quando se cala, é tido por sábio”. Os problemas não se agigantam quando ficamos calados, mas quando falamos muito e sem discernimento.

Terceira, aprender a ficar calado em certas ocasiões pode ajudar as pessoas a mudarem conceitos a seu respeito. Novamente o texto diz: “Até o tolo, quando se cala, é tido por sábio”. O tolo calado é visto como sábio.

Nem bem a morte do candidato à Presidência da República Eduardo Campos em um acidente aéreo, nesta quarta (13), foi confirmada e surgiram comentários com afirmações de mau gosto ou inferências políticas bizarras nas redes sociais.

Pessoas pedindo para que, no lugar de Campos, naquele jatinho, estivesse Aécio ou Dilma. Ou colocando a culpa em um ou em outro pelo acidente.

Não, isso não é piada. Muito menos revolta contra a política.

Há outro nome para esse tipo de ignomínia, para essa incapacidade crônica de sentir empatia com os passageiros de um avião que cai e com as pessoas que estavam em solo. Talvez essa impossibilidade de se reconhecer no outro e demonstrar algum apreço pela vida humana seja alguma forma de psicopatia grave.

O que não surpreende, pois tem o mesmo DNA das discussões estéreis e violentas levadas a cabo na internet, sob anonimato ou não. Mas não deixa de chocar.

O que tem faltado é respeito, respeito a dor de quem perdeu não um político, mas uma vida, não, não sou partidário de Eduardo Campos, sou alguém fica chocado com a incapacidade da empatia de algumas pessoas.
À família e aos amigos de Campos e de sua equipe e aos feridos entre os moradores de Santos, minha solidariedade. Aos que fazem disso uma brincadeira ou uma chance para aparecer, e aos que se dizem apenas expressar seu pensamento, volto a afirmar:

“Até o tolo, quando se cala, é tido por sábio” (Provérbios 17:28).

Soli Deo gloria

Férias pastorais? Como assim?

Fim de ano chegando, os filhos irão entrar de férias, muitos na igreja viajam, o clima é de descanso, festa e confraternizações. Foi nesse clima que alguns dias atrás conversando com um pastor amigo falei que mais uma vez iria à Fortaleza na minhas férias, foi quando o pastor se  mostrou surpreso com a informação de que pastor tira férias. Ao que parece, para ele isso era inconcebível… afinal, como um pastor pode  dar uma pausa nessa magnífica missão? Na sua compreensão havia, logicamente, algumas distorções.

Acreditem, essa não foi a primeira vez que me deparei com esse tipo de situação, alguém achando que pastor não cansa, que não precisa tirar férias, mas o fato é que pastores se cansam. Jesus se cansou. Não foram poucas as vezes que o Mestre se retirou para um monte para orar e descansar da demanda das multidões.

Mas o cansaço pastoral é bom sinal? Eu diria que sim, caso seja observado como um sinalizador para uma parada. Isso porque uma igreja que tem um pastor que se cansa pode ter consigo o privilégio de ter alguém que é humano e que tem realmente um coração pastoral.

O apóstolo Paulo, em Atos 20:28 mostra a necessidade de o pastor ter um sério compromisso consigo mesmo.

Cuidem de vocês mesmos e de todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo os colocou como bispos, para pastorearem a igreja de Deus, que ele comprou com o seu próprio sangue. – Atos 20:28

O pastor precisa cuidar de si mesmo antes de cuidar do rebanho de Deus.
A vida do pastor é a vida do seu pastorado. Conheço inúmeros amigos pastores cansados da obra de Deus e ainda assim continuam a obra sem parar, esses, acham que precisam continuar cuidando dos outros sem cuidar de si mesmos.

Antes de pastorear os outros, precisamos pastorear a nós mesmos. A vida do pastor é a base de sustentação do seu ministério, aquilo que aconselhamos aos membros das nossas igrejas, nós devemos ser os primeiros a praticar. O ministério pastoral não é uma apólice de seguro contra o esgotamento físico, mental ou espiritual.

Atividades ministeriais com horários descabidos, pois o rebanho precisa ser apascentado e isso não tem hora, em muitos casos não dá pra agendar, a responsabilidade em lidar com a natureza humana, as pressões decorrentes dos setores da igreja (louvor, presbíteros, diáconos, etc), as finanças pessoais e ministeriais e tantas outras coisas que pairam na mente do pastor, o colocam em perigo. O pastor precisa se prevenir para que seu mundo interior não desmorone.

Entre nós pastores conheço também aqueles que dizem não necessitar de férias, a esses, gostaria que respondessem algumas perguntas: Sua mente acha que precisa, e seu corpo? Você acha justo com seus filhos e principalmente com sua esposa não tirar férias?

Infelizmente é fato que muitos pastores acreditam que não precisam de férias, mas se eu puder sugerir, verifique junto a sua família e em seu próprio corpo alguns sinais (sintomas) que devem ser encarados como alerta.

1. Peso institucional: há certas comunidades que possuem tanto “script” a ser cumprido que as relações perdem sua naturalidade e se tornam artificializadas. Todos ali cumprindo seus papéis, o que termina fomentando a criação de máscaras. A falta de autenticidade gera perda de combustível emocional, cansando os que ali estão.

2. O excesso de demanda também cansa. Há comunidades que absorvem demais o pastor. Ou porque são imaturas demais para poder lidar com suas questões, trazendo ao líder tudo que acontece; ou porque o pastor é tão bom que dá vontade de ficar perto dele o tempo todo. Não há “Moisés” que consiga se manter com saúde emocional diante de uma demanda que ultrapassa os limites do que é razoável. Igrejas imaturas não caminham sozinhas.

3. A crítica desgasta, especialmente aquela que é fruto de incompreensão. Pastores que são “julgados” numa determinada situação, quando os membros não sabem da história e passam a desconsiderar a trajetória daquele líder que diz exatamente o contrário do que se passou a pensar e a verbalizar sobre ele. Essa incompreensão desgasta muito e acaba por drenar a energia emocional do pastor.

4. Perseguição. Há alguns membros que elencam o pastor como alvo de suas frustrações. Outros, por motivações infernais, passam a perseguir o líder. Como ao pastor não cabe retribuir na mesma moeda, a perseguição o conduz para o enfado e, não raras vezes, à precipitação do tempo de ministério pastoral numa localidade.

5. Desgaste familiar. A família pastoral é composta de gente. Por esta razão, sofre por vezes com conflitos. Nem o pastor, nem ninguém mais, tem família perfeita; portanto, a igreja precisa ter certa dose de compreensão e apoio para com a família pastoral, especialmente com os filhos. Se o pastor e a esposa estavam cônscios de sua missão como casal, ou mesmo da missão do marido, os filhos por sua vez não foram chamados a opinar. Por vezes o cansaço do pastor advém do seu abatimento ao ver a insana expectativa que é colocada sobre seus filhos, como se “pastorzinhos” fossem.

6. Falta de descanso programado. Há pastores que não respeitam sua folga semanal, necessária para recarregar baterias. Há muitos irmãos que também não respeitam essa folga, esperando um problema agudizar, explodir, para então chamar o pastor. E como explodem situações nos dias de folga e feriado! Perceba: há coisas que acontecem de modo inesperado, como uma perda. No entanto, há outras que podiam ser tratadas antes, evitando a explosão. O fato que ao ultrapassar os limites do descanso, princípio estabelecido por Deus na Criação, e fazendo-o de modo sistemático, o cansaço se acumula minando a saúde pastoral.

7. A traição da liderança é outro fator de desgaste. É um componente ético-emocional. Pessoas que lhe acompanham ou que você acompanha e que de repente rompem com sua liderança. Pessoas que lhe acompanham ou que você acompanha sobre as quais se descobre posteriormente (daí a estupefação e o cansaço dela decorrente) que elas já estavam rompidas com todo projeto de liderança cristã, de santidade e coerência que o Reino requer. Essa traição é doída, e por ser assim enrijece o coração. O problema é que não há ministério possível com coração endurecido. Essa é uma área de extremo enfado… e deserto.

8. A imaturidade dos membros que criam tensões desnecessárias. Pequenos choques sem reconciliações ou alguém com uma palavra de sabedoria para contornar essas rusgas acabam respingando no pastor. Ao fazê-lo, há uma perda de energia emocional, a qual vai sendo sugada a conta-gotas. Contudo, o fato de sair aos poucos não desmerece pra onde ela aponta: o esvaziamento do tanque emocional.

9. Falta de retorno da Igreja. Uma igreja que não responde, nem “sim”, nem “não”, às demandas, provocações e ideias pastorais, pode trazer um profundo desgosto e questionamento de chamado ao pastor. É quando o ralo está dentro do coração pastoral, escoando toda a energia emocional ali presente. Essa frustração ministerial ao lidar com “walkingdeads” eclesiásticos desgasta o coração do pastor.

10. Uma igreja essencialmente carnal. Lidar com uma igreja que busca o lenitivo espiritual e pastoral, ao mesmo tempo que se fere com o pecado, fere o pastor. Embora ele esteja ali também para escutar os membros mediante aconselhamento pastoral, é muito angustiante para o pastor ver suas ovelhas se machucando nos arames farpados do pecado. Ouvir como algumas, embora com a vida (ou seria sobrevida?) preservadas, tiveram pedaços inteiros arrancados pelas garras de lobos, ursos e leões, dói. Faz o coração chorar! Por fim, cansa ver tanta gente cansada e que insiste nesse projeto de vida que na verdade é um convite à morte diária.

Todas essas demandas cansam, tanto o pastor quanto sua esposa e filhos, por isso lhes digo, cumpram o principio bíblico do descanso semanal e também tirem férias. Nesse fim de ano tire alguns dias de descanso com a família, vá a um lugar onde toda a família pastoral possa recarregar a energia, durante esses dias desligue-se dos problemas eclesiásticos.

Admitir o cansaço é importantíssimo para garantir o prosseguimento da caminhada. Mas não basta admitir: é necessário também descansar. E isso extrapola a questão física. É necessário descansar a mente e, como sugeriu Agostinho de Hipona, descansar também a alma. Essa é minha sugestão para os homens e os ‘anjos’: admitam seu cansaço, não permitam que ele os impeça de chegar aonde podem e, principalmente, aonde Deus quer que cheguem. E se perceberem que o cansaço já se tornou extremo, então a urgência em descansar se torna imperativo e não opção.

É melhor admitir o cansaço quando ele ainda é suportável e não permitir que ele avance para níveis insuportáveis e doentios. Caso você tenha vergonha de admitir seu cansaço, vale a pena lembrar que até Jesus Cristo se cansou depois de uma rotina intensa (João 4.6) e sugeriu aos discípulos uma parada estratégica para descansar (Marcos 6.31-32), pois estavam sem tempo até para comer. Bom, acredito que não há melhor exemplo que o dele.

É SAGRADO

A família missionária não pode prescindir de suas férias. Elas são essenciais para o descanso do físico, emocional e psíquico. O Senhor Jesus, na Sua condição humana, se retirava para orar, descansar e refletir. Os Seus retiros eram fundamentais para o exercício do Seu ministério. As férias não podem ser vendidas, adiadas e nem omitidas. Precisam ser curtidas com toda a intensidade. O doutor Merval Rosa assinala: “É imperativo que os membros da família, além dos seus interesses pessoais, procurem desenvolver interesses dos quais todos participem. Planejar atividades em conjunto, passear juntos, ler juntos, brincar juntos, tudo isso cria uma atmosfera de cordialidade entre os membros da família, que os faz mais unidos, mais próximos uns dos outros. Revelar genuíno interesse naquilo que os outros membros da família fazem e aceitar nosso papel no seio da família robustece os laços familiares”. Não nos esqueçamos: o tempo com a família é o tempo mais bem investido depois da nossa comunhão com o Senhor.

Está ligado à saúde dos seus membros

As férias devem ser precedidas de exames médicos para ver se está tudo em ordem com os membros da família. É muito relevante sabermos que as férias são uma feliz oportunidade de relaxamento, reflexão e descanso criativo. A nossa mente, as nossas emoções e o nosso corpo necessitam de paradas periódicas. As férias são, portanto, uma recomendação médica segura e, acima de tudo, uma recomendação do Senhor.

Tenham um bom descanso de fim de ano e que no ano que se inicia possámos estar bem para Glória do Senhor.


Soli Deo gloria

Todos somos sacerdotes

Não é necessário ser um conhecedor profundo da história eclesiástica para saber que, do ponto de vista teológico, a Reforma Protestante do século XVI teve como objetivo principal o retorno da Igreja às Sagradas Escrituras como a base para sua fé e sua vida prática. O episódio mais representativo desta ênfase foi a Dieta de Worms (maio de 1521) convocada pelo imperador Carlos V com o propósito de julgar a Martinho Lutero, que havia sido excomungado previamente como herege pelo Papa Leão por afirmar a autoridade da Bíblia acima da autoridade dos papas e os concílios. Convidado a retratar-se, o reformador alemão respondeu com a seguinte declaração da “sola scriptura, tota scriptura”, uma afirmação que sintetiza a convicção teológica evangélica básica com respeito à centralidade das Escrituras:

“Minha consciência é cativa da Palavra de Deus. Se não me demonstrarem pelas Escrituras e por razões claras (não aceito a autoridade de papas e concílios, pois se contradizem), não posso nem quero retratar-me de nada, porque ir contra a consciência é tão perigoso quanto errado. Que Deus me ajude, Amém.”

Sobre essa base bíblica os reformadores construíram o edifício teológico constituído pelas ênfases evangélicas que se resumem nas seguintes afirmações: somente a Cristo (“solus Christus”), somente a graça (“sola gratia”),somente a fé (“sola fide”), somente a glória de Deus (“soli deo gloria”), a igreja reformada sempre se reformando (“ecclesia reformata semper reformanda”). No entanto, já em 1520, antes da Dieta de Worms, Lutero escreveu três tratados em que expunha sua posição teológica em controvérsia com a sustentada oficialmente pela Igreja Católica Romana: “A liberdade cristã”, “À nobreza alemã acerca do melhoramento do Estado cristão”, e “O cativeiro babilônico”.

Ainda que não negue a necessidade de um ministério “ordenado” por razões funcionais, em seu tratado dirigido à “nobreza alemã” Lutero rejeita a forte divisão tradicional entre clérigos e leigos, e afirma o sacerdócio de todos os crentes (também denominado “sacerdócio comum”) nos seguintes termos:

“Todos os cristãos são em verdade de estado eclesiástico e entre eles não há distinção, se não somente por causa do ministério, como Paulo diz que todos somos um corpo, mas que cada membro tem sua função própria com a qual serve aos demais. Isso resulta do fato de que temos um só batismo, um Evangelho, uma fé e somos cristãos iguais, visto que o batismo, o Evangelho e a fé por si sós tornam eclesiástico ao povo cristão”.

A base bíblica desta posição é sólida. De acordo com o ensino do Novo Testamento, o único sacerdócio válido até o fim da era presente é o sacerdócio de Jesus Cristo, que se ofereceu a si mesmo em sacrifício pelos pecados e “com um só sacrifício tornou perfeitos para sempre aos que está santificando” (Hb 10.14). Todos os que confiam nele têm acesso direto à presença de Deus (10.19-22). Ninguém pode oferecer mais sacrifícios pelo pecado: a obra de redenção está consumada; Jesus Cristo homem é o único mediador entre Deus e os homens (1Tm 2.5). Em virtude de sua relação com ele, todos os crentes participam de seu sacerdócio: são o sacerdócio do Rei (1Pe 2.9); são “reis e sacerdotes” (Ap 1.5; 5.10). E como tais são chamados a oferecer-se a si mesmos, “em adoração espiritual… como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus” (Rm 12.1).

Biblicamente, todo cristão é sacerdote pelo único motivo de ser cristão. A Igreja é um povo sacerdotal. Consequentemente, todos os seus membros foram consagrados ao serviço de Deus, e para realizá-lo receberam “diversos dons”, “diversas maneiras de servir”, “diversas funções” que o Espírito reparte “para o bem dos demais” (1Co 12).

Sobre esta base bíblica, a Reforma Protestante do século XVI abriu o caminho para que cada igreja local seja uma igreja-comunidade que supere a dicotomia entre clérigos e leigos e todos os membros do corpo de Cristo, sem exceção, participem em serviços que manifestem o amor a Deus e ao próximo, de maneira prática. A pergunta que temos que nos fazer hoje é: até que ponto nossas congregações estão comprometidas com o sacerdócio de todos os crentes, levando em conta que “todos os que foram batizados em Cristo se revestiram de Cristo” e, em consequência, “já não há judeu nem gentio, escravo nem livre, homem nem mulher” (Gl 3.27-28)?

Soli Deo gloria

A reforma protestante mudou o discurso da igreja católica romana?

A data de 31 de outubro marca o aniversário da Reforma Protestante. A pregação das 95 teses por Martinho Lutero na porta da catedral de Wittenberg naquele dia em 1517 provou-se ser um dos eventos mais importantes da história mundial. De fato, muitos evangélicos traçam suas origens a esse momento que inaugurou o movimento protestante do qual nos consideramos seus herdeiros.

Mas a Reforma ocorreu há quinhentos anos! Como quase tudo que está há meio milênio de sua origem, as coisas mudaram. Mudaram mesmo? Quais questões desencadearam a Reforma? Quais eram os principais protestos contra a Igreja Católica naquela época? Aquelas mesmas condições ainda existem, de modo que a Reforma permanece inacabada?

Meio milênio atrás

As 95 teses de Lutero constituíram um chamado para debater alguns dos erros flagrantes da Igreja Católica de sua época. Seus escritos subsequentes expuseram muitos outros problemas:

  • Uma negação da justificação pela graça de Deus recebida somente por meio da fé e somente por meio de Cristo.
  • Uma visão não-bíblica da salvação, reunindo Deus e pecadores de uma maneira em que a graça divina, comunicada por meio dos sacramentos da Igreja, inicia o processo de salvação que perdura durante a vida e os esforços humanos respondem engajando-se em boas obras para merecer a vida eterna.
  • Uma estrutura de autoridade defeituosa combinando ilegitimamente a Escritura com a tradição e o papado.
  • Uma Missa Católica vergonhosa que minimizava a Palavra de Deus, ignorava a importância da fé e concentrava-se na Eucaristia como mero ritual.
  • Uma crença incorreta de que, durante a Missa, Jesus Cristo torna-se fisicamente presente através da transubstanciação.
  • Uma elevação inapropriada do papel de Maria como mediadora entre seu filho Jesus Cristo e os pecadores, bem como de intercessora que reza por eles e os ajuda.
  • Uma perspectiva falha sobre os sete sacramentos como sendo comunicadores da graça de Deus ex opere operato.
  • Uma esperança não-bíblica no purgatório – tempo que pode ser reduzido pela compra de indulgências.

Estas eram as principais questões que Lutero expôs e criticou referente à Igreja Católica de seus dias.

500 anos depois

É uma percepção popular de que a única constante em nosso mundo é a mudança – e isso é verdade no que diz respeito à dinâmica católico-protestante depois de quinhentos anos. Um feliz exemplo é que os dois grupos não estão mais em guerra entre si. Em vez disto, protestantes e católicos trabalham juntos na política, na educação, na assistência médica, na ética etc. Eles se engajam em co-beligerância, lutando juntos contra pecados perturbadores como o aborto, a eutanásia, a eugenia, o controle populacional, a violência, a promiscuidade e o fanatismo antirreligioso. A atmosfera degelou.

Além disso, as duas tradições estão aptas a destacar os aspectos comuns que as unem. De uma perspectiva protestante, essas similaridades (pelo menos em parte) incluem a Trindade, a natureza de Deus, a revelação divina, a pessoa de Cristo e sua crucificação e ressurreição, o Espírito Santo, a imagem de Deus, a depravação do pecado, a iniciativa divina na salvação e a esperança futura. De uma perspectiva católica (fomentada em grande parte pelas mudanças iniciadas no Concílio Vaticano II, 1962-1965), os protestantes não estão mais condenados ao inferno, mas experimentam a salvação na condição de irmãos e irmãs separados (embora não em sua plenitude, que só pode existir para os fiéis católicos).

Ainda assim, diferenças importantes continuam a dividir as duas tradições. Tome, por exemplo, cada um dos pontos citados acima.

JUSTIFICAÇÃO

O “princípio material (o conteúdo-chave) do protestantismo” continua a ser um ponto calorosamente debatido. Por um lado, a Federação Luterana Mundial chegou a um acordo oficial com a Igreja Católica sobre esta doutrina em sua Declaração Conjunta sobre a Doutrina da Justificação (1999). Por outro lado, a maioria dos protestantes continua a considerar esta doutrina um ponto-chave de distinção.

Este é certamente o caso quando consideramos as definições de justificação que são adotadas pelas duas tradições. Justificação, de acordo com o protestantismo, é um ato legal de Deus por meio do qual Ele declara pecadores não como “não-culpados”, mas sim como “justos”, à medida que imputa ou credita a perfeita justiça de Cristo a eles. Para o catolicismo, “justificação não é apenas a remissão dos pecados, mas também a santificação e a renovação do homem interior” (Concílio de Trento, Decreto sobre a Justificação, 7). A doutrina católica combina a regeneração (o novo nascimento que acontece, de acordo com o catolicismo, pelo sacramento do Batismo), com a santificação (uma transformação de longo termo fomentada pelos sacramentos) e o perdão. Tal fusão da justificação com a regeneração e a santificação contradiz o conceito paulino de justificação (como exposto, por exemplo, em Romanos 3-4) ao redor do qual o debate se concentra.

A justificação, como ponto central da salvação, continua a ser um grande ponto de divisão entre católicos e protestantes.

SALVAÇÃO

Fluindo da diferença referente à justificação, a maneira pela qual Deus salva pecadores continua a dividir as duas tradições. De acordo com a teologia protestante, a salvação é monergista (mono = único, exclusivo; ergon = trabalho, obra): Deus é o único agente definitivo que opera a salvação através da justificação, regeneração, adoção etc. Ele fornece graça (através de sua Palavra, seu Espírito, da pregação e das ordenanças, embora não esteja vinculada exclusivamente ao batismo e à Ceia do Senhor) que afeta a salvação através da fé possibilitada pelo Espírito (Atos 18.27; 1Pedro 4.11).

De acordo com a teologia católica, a salvação é sinergista (syn = junto; ergon = trabalho, obra): Deus e as pessoas trabalham juntos para operar a salvação dos pecadores. A graça de Deus inicia o processo e os fiéis católicos cooperam com essa graça. Fundamentalmente, a graça é infundida através de sacramentos, transformando, deste modo, os fiéis, para que possam se engajar em boas obras a fim de merecerem a vida eterna. Uma vez que a salvação é um processo contínuo e a graça divina pode ser perdida, os católicos, então, acreditam na perda de salvação. Consequentemente, eles não podem desfrutar da segurança da salvação, uma doutrina adotada por muitos protestantes.

Salvação – como Deus opera para resgatar pecadores – continua a ser um grande divisor doutrinal.

AUTORIDADE

Quem ou o que constitui a autoridade no relacionamento entre Deus e as pessoas? O “princípio formal (a estrutura autoritativa) do protestantismo” continua a ser um ponto de divisão entre as duas tradições.

O princípio protestante do sola Scriptura – somente a Escritura – significa que a Palavra de Deus é a autoridade definitiva em todas as questões de fé e prática. Cada doutrina, cada ação moral e questões similares devem estar baseadas na Escritura. Esta posição não nega o valor dos credos da igreja primitiva, as confissões de fé protestantes e os distintivos do evangelicalismo. No entanto, ela atribui uma autoridade ministerial a essa sabedoria do passado – desempenha um papel útil; não uma autoridade magisterial ou definitiva. E, para cada igreja protestante, Deus deu pastores que têm autoridade para ensinar, guiar, exercer a disciplina, se engajar em missões etc.

A estrutura católica de autoridade é como um banco de três pernas. Uma perna é a Escritura, que é a Palavra de Deus escrita. Católicos e protestantes continuam a discordar a respeito do cânon – a lista oficial de livros – do Antigo Testamento. A Bíblia católica contém os apócrifos, que são sete livros adicionais (Tobias, Judite, Sabedoria de Salomão, Eclesiástico, Baruque e 1 e 2 Macabeus), além de trechos adicionais em Ester e Daniel. Uma vez que esses escritos nunca fizeram parte da Bíblia hebraica de Jesus e dos apóstolos, bem como não eram aceitos como parte do Antigo Testamento da igreja primitiva até o final do século quarto, os protestantes, então, rejeitam os livros apócrifos.

A segunda perna é a Tradição, o ensino de que Jesus comunicou questões oralmente aos seus apóstolos, os quais, por sua vez, comunicaram aos seus sucessores, os bispos, e que é mantida pela hierarquia da Igreja Católica. Dois exemplos da Tradição são a imaculada conceição de Maria e sua assunção corpórea.

A terceira perna é o Magistério, ou o ofício do ensino da Igreja. Composto pelo papa e os bispos, o Magistério continua a fornecer a interpretação oficial da Escritura e a proclamar a Tradição de maneira infalível.

Desta forma, a Tradição e o Magistério juntos constituem a estrutura de autoridade na Igreja Católica. A questão da autoridade continua a ser um grande ponto de divisão entre católicos e protestantes.

A MISSA

Desde o Vaticano II, a Igreja instituiu muitas mudanças em sua Missa. A mudança mais óbvia é a sua celebração na língua do povo, e não em latim. Considerando que antes se dava pouca atenção à Escritura, ela agora recebe um lugar de proeminência, principalmente na primeira parte da Missa, a Liturgia da Palavra. Há leituras do Antigo Testamento, do Novo Testamento e de um dos Evangelhos. Além disso, a homilia do padre (ou o pequeno sermão) reflete idealmente aqueles três textos e expõe o seu sentido comum. Os participantes são encorajados a participar da Missa com a disposição apropriada (com fé, humildade e receptividade) e não como um mero ritual.

Embora protestantes ainda discordem com muitas das coisas que acontecem na Missa, ela tem experimentado muitas mudanças significativas desde os dias de Lutero.

TRANSUBSTANCIAÇÃO

A discordância protestante mais notável com a Missa Católica diz respeito à presença de Cristo no sacramento da Eucaristia. Trata-se da discordância mais evidente, uma vez que protestantes são proibidos de participar desse sacramento.

A Igreja Católica acredita que, durante a Missa, o poder de Deus e as palavras e ações do padre provocam uma mudança na natureza do pão, de modo que ele se torna o corpo de Cristo; provoca também uma mudança na natureza do vinho, de modo que ele se torna o sangue de Cristo. A crucificação de Jesus que aconteceu há dois mil anos não é um evento que permanece encerrado no espaço e tempo. Em vez disto, sua morte é reapresentada durante a Missa. Assim, a Eucaristia, “a fonte e ápice de toda a vida cristã” (Catecismo da Igreja Católica, seção 1324), faz o sacrifício singular de Cristo estar presente repetidas vezes.

Esta tem sido a visão da Igreja desde o século 13 e a crença permanece nos dias de hoje. Os reformadores discordavam fortemente da ideia de transubstanciação e nenhum protestante a adotou desde então. A transubstanciação continua a ser um grande ponto de divisão entre católicos e protestantes.

MARIA

Desafiadas pela vasta divisão entre católicos e protestantes sobre o papel de Maria, as duas tradições pelo menos mantém três pontos em comum: Maria é a mãe de Deus, ou seja, aquela a quem ela deu à luz é o Filho de Deus, plenamente divino. Ela é uma mulher bendita, pois foi a mãe de nosso Salvador e Senhor (Lucas 1.42, 48) e é um modelo de obediência de fé, pois se rendeu à difícil vontade de Deus para ela (Lucas 1.38, 45).

Ainda assim, as principais doutrinas que os protestantes rejeitam incluem a imaculada conceição, a ausência de pecado, a virgindade perpétua, a participação nos sofrimentos de Jesus para conquistar salvação e a assunção corpórea ao céu. Os protestantes também rejeitam os “títulos de Advogada, Auxiliadora, Protetora, Medianeira” (Catecismo da Igreja Católica, 969). O papel de Maria continua a ser uma grande diferença entre católicos e protestantes.

OS SACRAMENTOS

A Igreja Católica adota sete sacramentos: o Batismo, a Confirmação (ou Crisma), a Eucaristia, a Penitência (ou Reconciliação), a Unção dos Enfermos, o Matrimônio e as Santas Ordens. Os reformadores reduziram este número para dois, ressaltando que somente o batismo e a Ceia do Senhor foram ordenados por Jesus e possuem sinais físicos que os acompanham (batismo: Mateus 28.18-20, água; a Ceia do Senhor: Mateus 26.26-29, pão e taça).

Além disso, protestantes discordam que esses sacramentos sejam eficazes no sentido de se conferir graça ex opere operato pelo simples ato de se ministrar o sacramento. Quando um padre ministra o Batismo, por exemplo, a graça é infundida no infante e ele é limpo do pecado original, nascido de novo, e incorporado em Cristo e sua Igreja. Seu batismo é eficaz não importando o estado moral do padre que ministra o sacramento, e o infante, claramente, não possui uma disposição para ser salvo. Os protestantes enfatizam a associação do batismo e a Ceia do Senhor com a Palavra de Deus e com a fé que aceita a graça de Deus, a qual não é infundida nas pessoas.

O número, a natureza e a ministração dos sacramentos continua a ser um grande ponto de divisão entre católicos e protestantes.

PURGATÓRIO

De acordo com a teologia católica, se um católico morre na graça de Deus (não tendo um pecado mortal não confessado que o condenaria ao inferno), mas não está plenamente purificado, ele vai para o purgatório. Esse é um estado temporal de purificação final da mancha do pecado perdoado, purificando-o, de modo que ele por fim irá para o céu. Embora ele passe por um sofrimento passivo no purgatório, sua experiência pode ser abreviada. Os santos no céu intercedem por ele. Católicos que estão vivos também rezam por ele e entregam dinheiro para que as Missas sejam celebradas em seu favor e obtém indulgências em seu nome. Uma indulgência redime a totalidade de uma punição temporal ou parte dela.

A teologia protestante diverge dessa doutrina porque sua base é oriunda de 2Macabeus 12.38-45, um escrito apócrifo, e de uma interpretação equivocada de outros textos bíblicos (1Coríntios 3.15; Mateus 12.32). Além disso, se a justificação declara um pecador não como “não culpado”, mas sim como “justo”, não há necessidade para uma purificação posterior do pecado após a morte.

O purgatório continua a ser uma grande diferença entre católicos e protestantes.

Ainda em reforma

Embora algumas coisas tenham mudado na Igreja Católica Romana para aproximar católicos e protestantes depois de quinhentos anos, muitas grandes diferenças continuam a separá-los. Uma abordagem a este dilema é minimizar a separação. Prevê-se, por exemplo, que o Papa Francisco fará uma declaração no próximo ano de que a Reforma acabou. Trabalhando com a Declaração Conjunta sobre a Doutrina da Justificação, ele enfatizará os pontos de concordância alcançados nesta doutrina outrora divisiva e ressaltará que os anátemas (condenações) do século 16 de protestantes feitos por católicos e de católicos feitos por protestantes estão removidos. Desta forma, a Reforma irá formalmente terminar.

Tragicamente, esta perspectiva falha em abordar as diferenças contínuas entre as duas tradições. A Igreja Católica ainda mantém doutrinas inverídicas sobre justificação, salvação, autoridade, transubstanciação, Maria, os sete sacramentos que são eficazes ex opere operato e o purgatório. Não é útil contornar essas questões pelo bem da unidade, utilizando o menor denominador comum como abordagem.

Embora possamos concordar que muitas coisas mudaram, também devemos concordar que a Reforma permanece inacabada.

Traduzido por Jonathan Silveira e revisado por Tiago Silva.

Texto original: Has Rome Really Changed Its Tune? Desiring God.

Seja corajoso e seja homem

O rei Davi já no final de sua vida, logo após passar a sucessão do trono para seu filho Salomão, o aconselha com as seguintes palavras:

“Vou para onde todos na terra irão algum dia. Seja corajoso e seja homem. Obedeça às ordens do Senhor, seu Deus, e siga os caminhos dele. Guarde os decretos, mandamentos, estatutos e preceitos escritos na lei de Moisés, para que seja bem-sucedido em tudo que fizer e por onde quer que for.” (1 Reis 2:2,3)

Que conselhos preciosos vindo de um pai que foi chamado de “um homem segundo o coração de Deus”. Penso que não há conselhos melhores do que estes, afinal, o que é mais importante nessa vida se não for “obedecer às ordens de Deus e seguir o seu caminho”?

Fazer isso, sem dúvidas exige coragem e hombridade. Vivemos em uma cultura que caminha a passos largos na contra-mão dos ensinamentos de Deus, uma cultura que não só não obedece a Deus e nem segue os seus caminhos, como zomba e persegue aqueles que o fazem. Vivemos em uma cultura que “chama o certo de errado e o errado de certo”. Sendo assim, precisamos trazer esse conselho em nossas mentes, pois ele ainda é válido para nós: seja corajoso e seja homem! Devemos seguir obedecendo a Deus e caminhando nos seus caminhos, mesmo contra uma cultura relativista e pagã.

No evangelho de João lemos que:

“Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado por meu Pai, e eu também o amarei e me manifestarei a ele.” (João 14:21)

Lemos também, em outra porção das Escrituras:

“Então Jesus disse aos seus discípulos:— Se alguém quer vir após mim, negue a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me.” (Mateus 16:24)

O mundo é hostil ao cristianismo, mas seja corajoso e seja homem; nosso Senhor venceu o mundo! Se ele venceu, nós venceremos também. Prossigamos, amando, obedecendo e seguindo os passos do nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo.

Soli Deo gloria

Bons Motivos para ler a Bíblia diariamente

A Bíblia é o livro mais importante da humanidade e sempre serviu de inspiração aos grandes homens do passado e do presente, produzindo em seres comuns, os maiores sentimentos morais e intelectuais possíveis. Ela já foi proibida, perseguida, queimada e ridicularizada, mas permaneceu viva provando ser um livro inigualável. Ela é a palavra de Deus capaz de transformar e mudar de forma esplêndida a vida daqueles que dela se aproximam com um coração puro e reverente.

Para os cristãos ela é o guia, a regra de fé, a bússola, a espada que penetra a alma, o martelo que esmiúça a penha, a revelação e a luz que tudo ilumina.

Se o cristão pretende ter uma vida abundante e espiritual, não pode de forma alguma negligenciar este livro, a leitura e prática deve ser diária como uma luta constante.

3 Motivos para ler a Bíblia Diariamente

1- Ela alimenta a Alma

Assim como o corpo físico precisa se alimentar, ingerindo uma alimentação equilibrada com as proteínas necessária para o bom desenvolvimento do organismo inteiro, a alma e o espírito também precisa da alimentação adequada para seu desenvolvimento.

A Bíblia é o alimento da alma e do espírito, pois ela é a única literatura no mundo capaz de alcançar o mais íntimo do ser humano, por ter sido inspirada por Deus. A alma humana anseia desesperadamente um contato íntimo com o Criador, retornando ao ponto de referência perdido por este mundo de confusões e pecado.

Por tanto, ler a bíblia de forma constante irá nos alimentar espiritualmente e nos fornecer as ”proteínas” necessárias para uma vida espiritual e material plena. ”Desejai afetuosamente, como meninos novamente nascidos, o leite racional, não falsificado, para que, por ele, vades crescendo” (1 Pe 02:02).

Jesus nos dá uma dica clara desta questão, quando em sua tentação no deserto, contrapõe o diabo em seus argumentos materialistas e falaciosos. ”Ele, porém, respondendo, disse: Está escrito: Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus” (Mt. 04.04).

2- Ela Aumenta a Fé

A Fé é o requisito essencial para um relacionamento perfeito com Cristo e sem ela não podemos agradar a Deus. ”Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam” (Hebreus 11:6).

As Escrituras Sagradas aumentam a nossa fé, na medida em que buscamos com sinceridade os conselhos do Senhor revelados na palavra, nos fortalecendo e acrescentando esperança nas promessas registradas nela.

Em momentos de fraqueza espiritual, muitos abandonam o convívio cristão se voltando à coisas que não edificam, e que somente distrai. Nestes momentos é preciso buscar forças em Deus, tanto na comunhão com os irmãos, na oração e principalmente nas escrituras, que certamente o fortalecerá, aumentando a fé para vencer os obstáculos. Ler a Bíblia diariamente em meditação e reflexão é a maneira perfeita de ter a fé necessária para estar firme diante dos dardos do inimigo e vencê-los. ”De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus” (Rm 10:17).

3- Ela nos ensina a vontade de Deus

Andar com Cristo e não reconhecer e entender seus planos é algo que não devemos fazer, já que sem conhecermos sua vontade e nos aplicarmos em cumpri los não podemos amá-lo e servi-lo adequadamente. ”Vós sois meus amigos, se praticais o que Eu vos mando” (João 15:14).

Muitos cristãos da atualidade vivem sua caminhada cristã, crendo em coisas que receberam de outros, e não estou querendo dizer que não devemos aprender uns com outros, pelo contrário. Mas viver a vida com Cristo sem ter um contato íntimo com as escrituras é como dizer que é formado em medicina sem nunca ter estudado o assunto, ou seja é absolutamente absurdo.

A Vontade de Deus é que todos os conheçamos de forma plena, pela experiência pessoal e pela revelação das escrituras. Todos nós sabemos, que as experiências que um crente pode ter neste mundo são apenas aspectos da glória de Deus, e que elas não podem ser o parâmetro para medir a plenitude da vontade do Senhor, ou seja, elas são apenas gotas em um oceano. Cristo é a plenitude, e a vontade de Deus foi nos dada por revelação nos textos sagrados. ”Jesus, porém, respondendo, disse-lhes: Errais, não conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus” (Mateus 22:29).

Sendo assim, a bíblia é a maneira segura de conhecermos a vontade do Senhor e consequentemente vivê-la de forma a agradar a Deus verdadeiramente.

Finalizando

Espero de todo coração, que este breve resumo, possa lhe encorajar a ler as sagradas letras de forma abundante e que através da leitura e reflexão possamos crescer ainda mais na presença de Deus e realmente fazermos a diferença nesses tempos de apostasia.

”Antes, crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A Ele seja a glória, agora e no Dia eterno! Amém” (2 Pe 03:18).

Solio Deo gloria

A adaptação como forma de negação

“Quem, pois, me confessar diante dos homens, eu também o confessarei diante do meu Pai que está nos céus. Mas aquele que me negar diante dos homens, eu também o negarei diante do meu Pai que está nos céus. – Mateus 10:32,33

As palavras de Jesus a respeito da confissão pública como uma confirmação de fé a Deus nos fazem refletir as formas sutis de negação e os riscos delas. Existe, em primeiro plano, a negação direta e exposta da existência de Deus e, consequentemente, da existência do Cristo. No entanto, mais perigosa que ela, é a adaptação do evangelho às ideias de cada um.

Na necessidade clara de se aproximar de um ser redentor sem querer deixar as práticas e os pensamentos atuais, aproxima-se a pessoa de Jesus a esse conjunto antropocêntrico de ver a vida, de maneira que Ele passa a ser retratado como gay, em representação à comunidade LGBTQIA+, Hippie, para liderar o movimento “paz e amor”, mulher, para “amenizar o patriarcalismo”, negro para combater o racismo.

Perceba como existe um movimento de “encurtamento de espaços” para que Jesus possa confessar os homens diante de Deus. Nesse entendimento, igrejas têm se contaminado a fim de promover e avalizar essas adaptações em maior escala, abandonando os exemplos de culto e de vida em comunidade relatados pela Bíblia. Lord Carey, Arcebispo da Igreja Anglicana de Cantuária, disse: “A Igreja da Inglaterra encontra-se a somente uma geração de sua extinção”. A conclusão dele aconteceu a partir do êxodo de jovens e adultos do cristianismo e de uma migração para o islamismo.

Se no cenário europeu, os ensinamentos enraizados e inegociáveis disseminados pelos muçulmanos geraram um crescimento de adeptos, a percepção de Carey não é restrita ao Velho Mundo. Ano após ano vemos uma inclinação para deturpar a fé apostólica, bíblica, que foi dada aos pais e aos apóstolos, e substituí-la por um conjunto de ensinamentos parecido, afinal, precisamos confessar Jesus para sermos confessados diante de Deus. Basta que flexibilizemos uma ordem aqui, um mandamento acolá e pronto: #somostodosdeCristo. Ou Ele seria capaz de negar alguém que está mais perto do que antes?

Soli Deo gloria

Identidade

Não existiu ninguém como Davi diante dos homens nem houve alguém como ele aos olhos de Deus. Depois da sua morte, havia um memorial diante do Eterno, tanto que repetidamente vemos citações na Bíblia como “por amor a Davi farei”…

Já parou para pensar sobre o que fazia de Davi alguém fora do comum? Ele simplesmente era quem era e isso era natural para ele. Pode parecer redundante e ridiculamente simples, mas esse é o ponto: Davizinho tinha uma identidade e não queria ser quem não era. Existe algo incrível em aceitar a própria identidade e história. Há um mistério sobre isso que só você mesmo pode desvendar em Deus. Trata-se de quem você é na sua essência e como Deus se move através da história que desenhou para você.

Davi era sincero e fazia suas canções para Deus de coração. Era corajoso diante das adversidades, mas na presença de Deus ele revelava toda a sua fragilidade. Creio que isso atrai o coração de Deus. Ser alguém que diz o que quer dizer e sabe que depende do Todo Poderoso.

Um episódio em especial sobre a vida de Davi é o confronto entre ele e Golias. Saul oferece a sua armadura, mas Davi vê que não serve e decide não usar. Davi entende o próprio tamanho e enxerga que o método de Saul não é o dele. E de forma inusitada, mas eficaz, ele derrota Golias.

Trazendo isso para a realidade: a sua trajetória tem importância dentro daquilo que você foi chamado para ser; é o caminho que leva para o destino. Você carrega a história dos seus pais com você. Eles sofreram para que você fosse quem é. E isso é real no mundo espiritual. Um preço foi pago para que você pudesse usufruir da própria identidade. Deus age como um “compensador dos sofrimentos”, certamente os seus pais geraram uma herança espiritual que você pode não compreender imediatamente, mas ela é real. Você só precisa aceitar o que herdou e não ficar olhando para os outros para medir a sua existência. Existe algo de Deus sobre a sua vida!

Outro ponto importante sobre Davi foi a inimizade com Saul, que forjou o seu interior. A oposição de Saul era como uma pressão constante que o transformava em um homem melhor e mais dependente de Deus. O inimigo, como bom antagonista, sempre apontava para as suas fraquezas, fazendo com que Davi tivesse que consertar suas falhas. Olhando dessa perspectiva, é como se Saul fosse seu melhor amigo, seu maior aliado.

Eu escrevo isso porque Deus tem transformado o meu coração. Tem feito enxergar melhor a minha identidade e a maneira que Ele se move através de mim. Deus me fez enxergar as coisas incríveis que Ele gerou em mim, mas já houve um tempo em que eu não via com essas lentes cor de rosa. Até o que eu achava que estava me “matando” era o que mais estava me fazendo bem. Oposições que eu sofria que resultaram em grandes resultados porque eu decidi aceitar o que Deus queria fazer em mim, e Ele só queria me fazer melhor.

Sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam, dos que foram chamados de acordo com o seu propósito. – Romanos 8:28

Soli Deo gloria

Festas Juninas

A festa celebra o nascimento de João Batista, que virou um dos santos católicos. É realizada no dia 24 de junho com base no fato que João Batista havia nascido seis meses antes de Jesus (Lc 1:26,36). Se o nascimento de Jesus (Natal) é celebrado em 25 de dezembro, então o de João Batista é celebrado seis meses antes, em 24 de junho. É claro que estas datas são convenções, apenas, pois não sabemos ao certo a data do nascimento do Senhor.

A origem das fogueiras nas celebrações deste dia é obscura. Parece que vem do costume pagão de adorar seus deuses com fogueiras. Os druidas britânicos, segundo consta, adoravam Baal com fogos de artifício. Depois a Igreja Católica inventou a história que Isabel acendeu uma fogueira para avisar Maria que João tinha nascido. Outra lenda é que na comemoração deste dia, fogueiras espontâneas surgiram no alto dos montes.

Já a quadrilha tem origem francesa, sendo uma dança da elite daquele país, que só prosperou no Brasil rural. Daí a ligação com as roupas caipiras. Por motivos obscuros acabou fazendo parte das festividades de São João.

Fazem parte ainda das celebrações no Brasil (é bom lembrar que estas festas também são celebradas em alguns países da Europa) as comidas de milho – provavelmente associadas com a quadrilha que vem do interior – as famosas balas de “Cosme e Damião.” São realizadas missas e procissões, muitas rezas e pedidos feitos a São João. As comidas são oferecidas a ele.

Se estas festividades tivessem somente um caráter religioso e fossem celebradas dentro das igrejas como se fossem parte das atividades dos católicos, não haveria qualquer dúvida quanto à pergunta, “pode um evangélico participar?” Acontece que as festas juninas foram absorvidas em grande parte pela cultura brasileira de maneira que em muitos lugares já perdeu o caráter de festa religiosa. Para muitos, é apenas uma festa onde acendem-se fogueiras, come-se milho preparado de diferentes maneiras e soltam-se fogos de artifício, sem menção do santo, e sem orações ou rezas feitas a ele.

Paulo enfrentou um caso semelhante na igreja de Corinto. Havia festivais pagãos oferecidos aos deuses nos templos da cidade. Eram os crentes livres para participar e comer carne que havia sido oferecida aos ídolos? A resposta de Paulo foi tríplice:

O crente não deveria ir ao templo pagão para estas festas e ali comer carne, pois isto configuraria culto e portanto, idolatria (1Cor 10:19-23). Na mesma linha, eu creio que os crentes não devem ir às igrejas católicas ou a qualquer outro lugar onde haverá oração, rezas, missas e invocação do São João, pois isto implicaria em culto idólatra e falso.

O crente poderia aceitar o convite de um amigo pagão e comer carne na casa dele, mesmo com o risco de que esta carne tivesse sido oferecida aos ídolos. Se, todavia, houvesse alguém presente ali que se escandalizasse, o crente não deveria comer (1Cor 10:27-31). Fazendo uma aplicação para nosso caso, se convidado para ir a casa de um amigo católico neste dia para comer milho, etc., ele poderia ir, desde que não houvesse atos religiosos e desde que ninguém ali ficasse escandalizado.

E por fim, Paulo diz que o crente pode comer de tudo que se vende no mercado sem perguntar nada. A exceção é causar escândalo (1Cor 10:25-26). Aplicando para nosso caso, não vejo problema em o crente comer milho, pamonha, mungunzá, etc. neste dia e estar presente em festas juninas onde não há qualquer vínculo religioso, desde que não vá provocar escândalos e controvérsias. Se Paulo permitiu que os crentes comessem carne que possivelmente vieram dos templos pagãos para os açougues, desde que não fosse em ambiente de culto, creio que podemos fazer o mesmo, ressalvado o amor que nos levaria à abstinência em favor dos que se escandalizariam.

O Culto Espiritual, Augustus Nicodemus Lopes. Cultura Cristã, 2012:

“A situação de Corinto era diferente. O problema lá não era o mesmo tratado no concílio de Jerusalém. O problema não era os escrúpulos de judeus cristãos ofendidos pela atitude liberal de crentes gentios quanto à comida oferecida aos ídolos. Portanto, a solução de Jerusalém não servia para Corinto. É provavelmente por esse motivo que o apóstolo não invoca o decreto de Jerusalém.[1] Antes, procura responder às questões que preocupavam os coríntios de acordo com o princípio fundamental de que só há um Deus vivo e verdadeiro, o qual fez todas as coisas; que o ídolo nada é nesse mundo; e que fora do ambiente do culto pagão, somos livres para comer até mesmo coisas que ali foram sacrificadas.

1. A primeira pergunta dos coríntios havia sido: era lícito participar de um festival religioso num templo pagão e ali comer a carne dos animais sacrificados aos deuses? Não, responde Paulo. Isso significaria participar diretamente no culto aos demônios onde o animal foi sacrificado (1 Co 10.16-24). Paulo havia dito que os deuses dos pagãos eram imaginários (1 Co 10.19). Por outro lado, ele afirma que aquilo que é sacrificado nos altares pagãos é oferecido, na verdade, aos demônios e não a Deus (10.20). Paulo não está dizendo que os gentios conscientemente ofereciam seus sacrifícios aos demônios. Obviamente, eles pensavam que estavam servindo aos deuses, e nunca a espíritos malignos e impuros. Entretanto, ao fim das contas, seu culto era culto aos demônios.[2] Paulo está aqui refletindo o ensino bíblico do Antigo Testamento quanto ao culto dos gentios:

Sacrifícios ofereceram aos demônios, não a Deus… (Dt 32.17)

…pois imolaram seus filhos e suas filhas aos demônios (Sl 106.37).

O princípio fundamental é que o homem não regenerado, ao quebrar as leis de Deus, mesmo não tendo a intenção de servir a Satanás, acaba obedecendo ao adversário de Deus e fazendo sua vontade. Satanás é o príncipe desse mundo. Portanto, cada pecado é um tributo em sua honra. Ao recusar-se a adorar ao único Deus verdadeiro (cf. Rm 1.18-25), o homem acaba por curvar-se diante de Satanás e de seus anjos.[3] Para Paulo, participar nos festivais pagãos acabava por ser um culto aos demônios. Por esse motivo, responde que um cristão não deveria comer carne no templo do ídolo. Isso eqüivaleria a participar da mesa dos demônios, o que provocaria ciúmes e zelo da parte de Deus (1 Co 10.21-22). Paulo deseja deixar claro para os coríntios “fortes”, que não tinham qualquer intenção de manter comunhão com os demônios, que era a atitude deles em participar nos festivais do templo que contava ao final. Era a força do ato em si que acabaria por estabelecer comunhão com os demônios.[4]

2. Era lícito comer carne comprada no mercado público? Sim, responde Paulo. Compre e coma, sem nada perguntar (1 Co 10.25). A carne já não está no ambiente de culto pagão. Não mantém nenhuma relação especial com os demônios, depois que saiu de lá. Está “limpa” e pode ser consumida.

3. Era lícito comer carne na casa de um amigo idólatra? Sim e não, responde Paulo. Sim, caso não haja, entre os convidados, algum crente “fraco” que alerte sobre a procedência da carne (1 Co 10.27). Não, quando isso ocorrer (1 Co 10.28-30).

O ponto que desejo destacar é que para o apóstolo Paulo a carne que havia sido sacrificada aos demônios no templo pagão perdia a “contaminação espiritual” depois que saia do ambiente de culto. Era carne, como qualquer outra. É verdade que ele condenou a atitude dos “fortes” que estavam comendo, no próprio templo, a carne sacrificada aos demônios. Mas isso foi porque comer a carne ali era parte do culto prestado aos demônios, assim como comer o pão e beber o vinho na Ceia é parte de nosso culto a Deus. Uma vez encerrado o culto, o pão é pão e o vinho é vinho. Aliás, continuaram a ser pão e vinho, antes, durante e depois. A mesma coisa ocorre com as carnes de animais oferecidas aos ídolos. E o que é verdade acerca da carne, é também verdade acerca de fetiches, roupas, amuletos, estátuas e objetos consagrados aos deuses pagãos. Como disse Calvino,

Alguma dúvida pode surgir se as criaturas de Deus se tornam impuras ao serem usadas pelos incrédulos em sacrifícios. Paulo nega tal conceito, porque o senhorio e possessão de toda terra permanecem nas mãos de Deus. Mas, pelo seu poder, o Senhor sustenta as coisas que tem em suas mãos, e, por causa disto, ele as santifica. Por isso, tudo que os filhos de Deus usam é limpo, visto que o tomam das mãos de Deus, e de nenhuma outra fonte.[5]”

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Notas:

Autor: Augustus Nicodemus
[1] Note que Paulo não teve qualquer problema em anunciar o decreto em Antioquia, o que produziu muito conforto entre os irmãos (At 15.30-31).
[2] Não somente Paulo, mas os cristãos em geral tinham esse conceito. João escreveu: “Os outros homens, aqueles que não foram mortos por esses flagelos, não se arrependeram das obras das suas mãos, deixando de adorar os demônios e os ídolos de ouro, de prata, de cobre, de pedra e de pau, que nem podem ver, nem ouvir, nem andar” (Ap 9.20).
[3] Cf. Charles Hodge, A Commentary on 1 & 2 Corinthians (Carlisle, PA: Banner of Truth, 1857; reimpressão 1978) 193.
[4] Hodge (1 & 2 Corinthians, 194) chama a nossa atenção para o fato de que o mesmo princípio se aplica hoje aos missionários que, por força da “contextualização”, acabam por participar nos festivais pagãos dos povos. Semelhantemente, os protestantes que participam da Missa católica, mesmo não tendo intenção de adorar a hóstia, acabam cometendo esse pecado, ao se curvar diante dela.
[5] João Calvino, Exposição de 1 Coríntios, em Comentário à Sagrada Escritura, trad. Valter G. Martins (São Paulo: Paracletos, 1996) 320.

O que é a Teologia Sistemática?

A palavra “teologia” vem de duas palavras gregas que significam “Deus” e “palavra”. Combinadas, temos a palavra “teologia”, que significa “estudo de Deus”. A palavra “sistemática” se refere a algo que colocamos em um sistema. Teologia sistemática é, então, a divisão da Teologia em sistemas que explicam suas várias áreas. Por exemplo, muitos livros da Bíblia dão informações sobre os anjos. Nenhum livro sozinho dá todas as informações sobre os anjos. A Teologia Sistemática coleta todas as informações sobre os anjos de todos os livros da Bíblia e as organiza em um sistema: Angelologia. Isto é a Teologia Sistemática: a organização de ensinamentos da Bíblia em sistemas de categorias.

Teologia Própria é o estudo de Deus o Pai. Cristologia é o estudo de Deus o Filho, o Senhor Jesus Cristo. Pneumatologia é o estudo de Deus o Espírito Santo. Bibliologia é o estudo da Bíblia. Soteriologia é o estudo da salvação. Eclesiologia é o estudo da igreja. Escatologia é o estudo do fim dos tempos. Angelologia é o estudo dos anjos. Demonologia Cristã é o estudo dos demônios sob uma perspectiva cristã. Antropologia Cristã é o estudo da humanidade. Hamartiologia é o estudo do pecado.

Teologia Bíblica é estudar um certo livro (ou livros) da Bíblia e enfatizar os diferentes aspectos da Teologia que ele focaliza. Por exemplo, o Evangelho de João é muito Cristológico, pois focaliza muito na divindade de Cristo (João 1:1,14; 8:58; 10:30; 20:28). A Teologia Histórica é o estudo das doutrinas e como elas se desenvolveram através dos séculos da igreja cristã. A Teologia Dogmática é um estudo das doutrinas de certos grupos cristãos que possuem doutrinas sistematizadas, por exemplo a Teologia Calvinista e Dispensacional. A Teologia Contemporânea é o estudo das doutrinas que se desenvolveram ou têm estado em foco recentemente. A Teologia Sistamática é uma importante ferramenta em nos ajudar a compreender e ensinar a Bíblia de uma forma organizada.

Soli Deo gloria